|
|
|
Sensor magnético permite posicionamento
global sem satélites |
|
|
|
|
Pombos-correio, morcegos, uma infinidade de pássaros
migratórios, e até hamsters e tartarugas marinhas conseguem
viajar longas distâncias e chegar precisamente ao ponto
desejado. E eles fazem isso sem precisar de GPS.
Agora, engenheiros da Universidade da Virginia, nos Estados
Unidos, desenvolveram um novo tipo de sensor que poderá
permitir que os humanos também possam navegar com a mesma
precisão sem depender dos satélites de posicionamento
global.
Posicionamento magnético
O novo sensor torna possível o posicionamento global
magnético, que utiliza a variação do campo magnético da
Terra ao longo da superfície do globo.
O campo magnético terrestre funciona como se houvesse um
gigantesco ímã no interior da Terra, colocado ao longo do
seu eixo central. As linhas desse campo magnético emergem do
hemisfério sul e reentram no hemisfério norte. Para utilizar
o campo magnético para o cálculo de posições, basta medir o
ângulo dessas linhas em um determinado ponto e a sua
intensidade.
Efeito magnetoelétrico gigante
O novo sensor explora um efeito chamado efeito
magnetoelétrico gigante, que faz com que as propriedades
elétricas de um material se alterem sob a influência de um
campo magnético. O material utilizado é o titanato de
chumbo-zircônio, que apresenta o maior efeito
magnetoelétrico conhecido.
"Para aplicações de GPS, nós precisamos fazer medições em
3D, para que possamos calcular tanto o campo magnético
quanto sua inclinação," explicou o pesquisador Junyi Zhai à
revista New Scientist. "Nós então utilizamos três sensores,
cada um perpendicular ao outro para conseguir isso."
O novo sensor apresenta uma precisão menor do que o sistema
de GPS por satélites, porque os dados que ele coleta devem
ser comparados com uma tabela de medições feitas localmente
e essa tabela não é tão precisa. Ainda assim ele pode ser
mais interessante em locais com dificuldades de recepção de
satélite ou em más condições de tempo. |
|
|
|
|
|
|
|
|
| |
| |
| |
|
|
 |