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Alberto Santos Dumont, o
inventor brasileiro, conseguiu dar-lhes dirigibilidade, e
voar em torno da Torre Eiffel, na memorável tarde de 19 de
outubro de 1901 |
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Santos Dumont |
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O homem começou por utilizar o balão, ao realizar, pela
primeira vez, seu desejo de singrar o espaço.
Foram os irmãos Montgolfier que primeiro concretizaram o
sonho de Leonardo da Vinci e Bartolomeu de Gusmão.Desde
os tempos da mitologia, esta ansiedade se revela na lenda de
Ícaro. E como Ícaro, muitos morreram, vítimas do sonho que a
inteligência humana acabou transformando em magnífica
realidade. Os balões nasceram sem direção. Era o vento que
os levava ao sabor do seu capricho, e numerosos foram os
aeronautas que o ar traiçoeiro arrastou para o mar, e no mar
se perderam.
Só quando mais tarde, Alberto Santos Dumont, o inventor
brasileiro, conseguiu dar-lhes dirigibilidade, e voar em
torno da Torre Eiffel, na memorável tarde de 19 de outubro
de 1901, conquistando o prêmio "Deutsche de la Meurth", se
iniciou essa nova fase da aeronáutica, em que o coeficiente
de segurança aumentava de maneira sensível.
O balão, embora dirigível, apresentava-se desde o início
com características que deveriam levar o homem a relegá-lo
para plano secundário. Ao efetuar o seu memorável circuito
sobre Paris, Santos Dumont visionava já os futuros aviões e
reconhecia que o "mais pesado que o ar", embora ainda em
incubação, acabaria por ultrapassar os progressos da
aerostação, em cujo quadro a velocidade de deslocamento não
atingiria nunca as possibilidades formidáveis que o avião
está atingindo atualmente.
Ao conceber o balão dirigível, como mais tarde ao
inventar o avião, Santos Dumont não supunha, talvez, que o
homem adulterasse os objetivos humanitários duma descoberta
a promover o estreitamento das relações internacionais, o
melhor conhecimento recíproco das raças, e essa harmonia
internacional em que se alicerçará um dia a Paz entre os
Homens.
Os fatos demonstraram que a humanidade não atingira ainda
o grau de civilização suscetível de evitar a transformação
das suas pendências e desavenças em conflitos armados. E as
descobertas da ciência continuam fornecendo aos povos
elementos sinistros de destruição. Ainda sob este aspecto, o
balão dirigível se revelou incapaz de desempenhar missões de
maior envergadura militar, mesmo após os aperfeiçoamentos
introduzidos pelo Conde Zeppelin, criador do balão dirigido.
Ao iniciar as suas pesquisas no sentido de solucionar o
problema do vôo num aparelho que não utilizasse a força
ascencional de qualquer gás, mas exclusivamente se
socorresse da força motriz produzida pelo seu motor, Santos
Dumont sabia por intuição que os progressos da navegação
aérea ficariam subordinados ao aperfeiçoamento do vôo do
chamado "mais pesado que o ar", visto que só neste tipo de
aparelhos se consegueria o total de características e
performances, capazes de permitir que a concepção inicial se
desenvolvesse no maravilhoso ritmo que dela fez a detentora
absoluta de todos os recordes do vôo.
E no dia 23 de outubro de 1906, na presença de
testemunhas oficiais, Alberto Santos Dumont, que tinha então
33 anos, conseguia em Bagatelle (França), aquilo que a
maioria considerava uma utopia: decolar, realizar a pequena
altura um vôo de 60 metros, e pousar em seguida, sem avariar
o seu avião.
O seu avião...
Não se assemelhava este avião, o "14 Bis", àqueles que,
posteriormente, deveriam singrar os céus do mundo. Um ano
após o histórico vôo do "14 Bis", o inventor brasileiro
criou um pequeno aeroplano que o tornou mais popular ainda,
não só na Europa como nos Estados Unidos.
O invento de n° 19, como fora inicialmente designado, era
um aparelho com linhas angulares perfeitas e harmoniosamente
engendrado. Os primeiros modelos fabricados, de n° s 19 a
22, possuíam longarinas em bambu da Índia, conexões e juntas
em alumínio, asas e superfícies de comando revestidas com
seda japonesa, o que as tornavam transparentes, produzindo
contra o céu claro um espetáculo de grande efeito visual.
Desenvolvia velocidade de até 96 Km/h e pesava cerca de 110
Kg, incluindo o peso de seu inventor.
Em seus vôos pelos arredores de Paris, a nova máquina
voadora atraía sensivelmente a atenção do povo parisiense,
que logo a batizou de "Demoiselle", devido a sua
graciosidade e semelhança com as libélulas. O Demoiselle
tornou-se o meio de transporte pessoal de Santos Dumont e
sempre que fazia bom tempo na capital francesa via-se a
pequena libélula conduzindo o seu projetista em suas visitas
técnicas e sociais. E assim foi até 18 de setembro de 1909,
quando Santos Dumont realizou o seu último vôo nesse popular
aparelho.
Não é conhecido o número exato de Demoiselles
construídos, mas é certo e está fortemente documentado que o
foram na França, Alemanha e Estados Unidos, entre os anos de
1909 e 1920. O inventor brasileiro, a exemplo de outras
criações suas, não patenteara o Demoiselle, deixando assim
as pessoas livres para fabricá-lo, o que o tornou bastante
popular naquela época.
Santos Dumont foi o iniciador. E o Brasil pode
orgulhar-se de ser a Pátria dêsse homem, cujo
desaparecimento prematuro talvez tenha impedido o rápido
progresso do helicóptero, que só há alguns anos se encontra
na sua fase de evolução prática e definitiva.
No dia 23 de outubro de 1906, pela primeira vez na
história, um homem arrancava do solo, com a simples força
motriz de seu pequeno motor de 50 hp, um avião que pesava
210 Kg.
Esse homem era Alberto Santos Dumont. Eis um fato
histórico que nenhum piloto deve ignorar. Tudo quanto até
hoje se realizou no domínio da aviação, se radica nesse vôo,
que representou o passo titubeante, mas o passo inicial, da
gloriosa jornada que concedeu ao homem o domínio dos ares.
E o brasileiro Alberto Santos Dumont foi o criador desta
maravilha deslumbrante, com a qual tantos sonharam desde os
tempos mais remotos. |
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Aeroporto de Congonhas São
Paulo |
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História da
Aviação Civil Brasileira |
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A aviação iniciou-se no Brasil com um
vôo de Edmond Plauchut, a 22 de Outubro de 1911. O aviador,
que fora mecânico de Santos Dumont em Paris, decolou da
praça Mauá, voou sobre a avenida Central e caiu no mar, da
altura de 80 metros, ao chegar à Ilha do Governador.
Era então bem grande o entusiasmo pela aviação. Na redação
do jornal "A Noite", no dia 14 de Outubro, fundava-se o
Aeroclube Brasileiro, que em janeiro do ano seguinte teria
sua escola de aviação. Aí, como muitos outros, aprendeu a
voar o primeiro ás da aviação brasileira, o capitão Ricardo
Kirk, que seria também o primeiro brasileiro a morrer em
desastre de aviação, em 28 de fevereiro de 1915.
Em 17 de Junho de 1922, os portugueses Gago Coutinho e
Sacadura Cabral chegaram ao Brasil, concluindo seu vôo
pioneiro, da Europa para a América do Sul. E em 1927 seria
terminada, com êxito, a travessia do Atlântico, pelos
aviadores brasileiros, João Ribeiro de Barros e Newton
Braga, no avião "Jaú", hoje recolhido ao Museu Ipiranga.
Iniciou-se a aviação comercial brasileira em 1927. A
primeira empresa no Brasil a transportar passageiros foi a
Condor Syndikat, no hidroavião "Atlântico", ainda com a
matrícula alemã D-1012. A 1° de janeiro desse ano,
transportou do Rio de Janeiro para Florianópolis o então
Ministro da Viação e Obras Públicas, Vitor Konder e outras
pessoas. A 22 de fevereiro, iniciava-se a primeira linha
regular, a chamada "Linha da Lagoa", entre Porto Alegre,
Pelotas e Rio Grande. Em junho de 1927, era fundada a Viação
Aérea Rio-Grandense (VARIG), sendo transferido para a nova
empresa o avião "Atlântico", que recebeu o prefixo nacional
P-BAAA. A 1° de dezembro do mesmo ano, a Condor Syndikat,
que acabara de inaugurar sua linha Rio - Porto Alegre, era
nacionalizada, com o nome de "Sindicato Condor Limitada",
mas tomaria, durante a II Guerra Mundial, o nome de Serviços
Aéreos Cruzeiro do Sul (absorvida nos anos 80 pela VARIG).
Em novembro de 1927, inaugurando a linha para a América do
Sul da nova companhia francesa Aeropostale chegava ao Rio de
Janeiro, Jean Mermoz, que se tornaria o mais famoso aviador
da época.
Em 1929, a Nova Iorque - Rio - Buenos Aires Line (Nyrba)
iniciava o serviço aéreo entre essas duas cidades e o
Brasil, tendo sido fundada no Brasil a Nyrba do Brasil S.A.,
com linha semanal entre Belém e Santos, e que se
transformaria na Panair do Brasil, extinta em 1965.
A fundação do Aerolóide Iguaçú, com linha inicial São Paulo
- Curitiba e logo se estendendo a Florianópolis, marcou o
ano de 1933. Em novembro de 1933 era fundada por 72
empresários, a Viação Aérea São Paulo - VASP, que iniciaria
em 1936 o vôo regular entre o Rio e São Paulo, a linha de
maior tráfego da aviação brasileira.
A extensão do país e a precariedade de outros meios de
transporte fizeram com que a aviação comercial tivesse uma
expansão excepcional no Brasil. Em 1960, o país tinha a
maior rede comercial do mundo em volume de tráfego depois
dos Estados Unidos. Na década de 1950, operavam cerca de 16
empresas brasileiras, algumas com apenas dois ou três aviões
e fazendo principalmente ligações regionais. Se destacava na
Amazônia, a então SAVA S.A. - Serviços Aéreos do Vale
Amazônico, com sede em Belém, fundada pelo Comandante Muniz
e que com a ajuda do seu amigo e, futuro Brigadeiro e
Ministro da Aeronáutica Eduardo Gomes conseguiu a concessão
presidencial para vôos regulares de passageiros e cargas.
A crise e o estímulo do governo federal às fusões de
empresas reduziram esse número para apenas quatro grandes
empresas comerciais (VARIG, VASP, TransBrasil e Cruzeiro).
Muitas cidades pequenas saíram do mapa aeronáutico, mas
ainda nessa mesma década organizaram-se novas empresas
regionais, utilizando inicialmente os aviões turbohélices
fabricados no Brasil pela Embraer, Bandeirante EMB-110.
A VARIG absorveu a Cruzeiro e adquiriu outras empresas
regionais, se transformando no início desse século XXI como
a maior transportadora da América Latina e a então regional
TAM, dirigida pelo Comandante Adolfo Rolim Amaro - falecido
em Julho de 2001 em acidente de helicóptero no Paraguai,
se transformou na segunda maior empresa do continente
sul-americano na época. Hoje a TAM lidera o mercado,
seguido pela Gol. Várias outras empresa aéreas disputam o
mercado no Brasil. portalbrasil.net |
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